Quinzena nº 8 Ano XIII 2009

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Com seus dezessete anos completos em janeiro de 1959, a ARI passava por um período de grandes transformações.
Com a ajuda de judeus que ainda construíam sua vida no Brasil, a realização de um ousado projeto começava a sair do papel. As obras em andamento para edificação de uma sinagoga
de 550 m2 a dois metros do nível da rua com um salão no subsolo são acompanhadas pelos membros da Congregação informativo a informativo. Os obreiros já em cena acaloravam toda ARI que erguia sua própria história. A inquietação em arquitetar, com uma recente vida no país, alicerces que preservassem os valores judaicos era a grande questão. Com isso, a formação das crianças e jovens na casa ganhava cada vez mais destaque em editoriais assinados pelo Rabino Henrique Lemle, que é nomeado “cidadão carioca”, consolidando sua reputação como representante judaico, com grande popularidade, na comunidade do Rio de Janeiro.O Rabino Lemle enfatiza um ensino com formação de caráter, orientação moral e, curiosamente, um pouco de idealismo. Que pais hoje buscam essa importante pitada de “idealismo” na educação dos filhos? O idealismo é dito como uma base importante da construção da identidade judaica dos jovens que, com suas famílias, ainda se adaptavam
ao país tropical. Ppor exemplo, nas “Quinzenas” da época ainda nos deparamos com uma grande quantidade de textos e anúncios em alemão. E observamos que os judeus
ainda se estruturavam financeiramente, como lemos na nota “Apelamos aos nossos leitores a fim de darem preferência aos nossos anunciantes”. Uum discreto anúncio da H. Stern com uma única loja, na Av. Rio Branco, num tal sexto andar, não denunciava no que iria se transformar. Mas esse apelo caiu também com a própria evolução da publicidade. Não só no Rio de Janeiro os judeus buscavam sua afirmação. Israel contava com meros 2,2 milhões de judeus (hoje tem 5,5 milhões) e em Havana, após hostilidades superadas, o primeiro judeu é nomeado ministro em Cuba, designado para a pasta da Viação.Uum anúncio insólito no “Boletim” com a capa referente a Tu Bishvat incentiva todas as meninas a partir dos 13 anos a se tornarem Bat Mitsvá. Você deve estar pensando: “Uué?! Treze anos?!” É… o Judaísmo mudou (e continua mudando), a comunidade cresceu e muitos capítulos ainda estão por vir.

Associação Religiosa Israelita do Rio de Janeiro
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